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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Apodiformes
Família: Trochilidae
 Vigors, 1825
Subfamília: Trochilinae
 Vigors, 1825
Espécie: C. mellisugus

Nome Científico

Chlorostilbon mellisugus
(Linnaeus, 1758)

Nome em Inglês

Blue-tailed Emerald


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Esmeralda-de-cauda-azul

O esmeralda-de-cauda=azul é uma ave da ordem Apodiformes, da família Trochilidae.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) khlöros = verde; e stlibön, stilbë = brilhante,lâmpada; e do (latim) mel, mellis = mel; e sugere = sugar, aquele que suga. ⇒ Pássaro verde que suga mel.

Características

Segundo Grantsau, 1988:

Aves deste gênero possuem via de regra todo o corpo verde até verde dourado cintilante intenso com o lado ventral verde nos machos (fêmeas lado ventral cinza-claro até esbranquiçado) e cauda reta ou levemente recortadas. Sendo que a espécie mellisugus tem bico preto e não mais comprido que 16mm; cauda reta e pouco recortada.

Esmeralda-de-cauda-azul tem 7,5 cm e 2,6 g. Bico negro, curto e reto. Os machos são quase inteiramente verde esmeralda brilhantes, com calções brancos, e matizes azuis às vezes visíveis na face e no peito; cauda azul metálica bifurcada. As fêmeas são um verde mais claro no dorso, com partes inferiores cinzentas e flancos esverdeados; auriculares escuras, faixa pós-ocular branca e garganta pálida; cauda menos bifurcadas e com ponta pálida.

O número de subespécies ainda é controverso e motivos de estudos.

possui três subespécies no Brasil.

C. m. mellisugus: possui garganta preponderantemente verde, pouquíssimo verde azulada,lado dorsal verde dourado, e pontas das rectrizes externas de 5 a 5,5 mm.

C. m. subfurcatus: possui garganta preponderantemente azul com um pouco de reluzir verde azulado, região loreal mais para verde dourado, recorte da cauda de 3 a 4mm, lado dorsal verde dourado e pontas das rectrizes externas de cor cinza (3 a 3,3mm).

C. m. phaeopygus: possui garganta preponderantemente azul com um pouco de reluzir verde azulado, região loreal mais verde; recorte da cauda de 2mm e lado dorsal verde azulado; com pontas das rectrizes externas com 1mm de cinza.

Alimentação

Alimenta-se de néctar das flores e de pequenos artrópodes.

Reprodução

O ninho tem a forma de uma pequena taça e é fixado em um ramo horizontal de árvores. O material utilizado na confecção do ninho é uma combinação de materiais vegetais macios, líquens e teias de aranha. Tem um período de incubação de 13 dias e os filhotes deixam o ninho em aproximadamente 20 dias.

Hábitos

Vive em áreas semi-abertas, bordas de matas, capoeiras e carrascais. Em uma floresta no sudoeste amazônico brasileiro, Lima & Guilherme (2021) verificaram constantemente a espécie forrageando no interior de clareiras naturais dentro da mata, assim como Amazilia lactea e Phaethornis ruber, indicando que estas espécies estão presentes em clareiras naturais.

Distribuição Geográfica

R ( Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos ). Está presente em todos os países amazônicos. Na Amazônia brasileira encontra-se ao norte do Rio Amazonas, incluindo as Ilhas Caviana e Mexiana, drenagem do Rio Branco e Negro e das fronteiras ocidentais com o Peru e Colômbia para leste até a margem direita do Rio Madeira , incluindo seus altos formadores e em Rondônia e noroeste de Mato Grosso.

C. m. mellisugus: Suriname, Guiana Francesa e N e NE do Brasil.

C. m. phaeopygus: Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e oeste do Brasil.

C. m. subfurcatus: Sul da Venezuela, Guiana, Norte do Brasil em Roraima.

Status de conservação: LC ( IUCN ), Appendix II ( CITES ).

Referências

Galeria de Fotos